sexta-feira, 29 de abril de 2011

Presente de um amigo, Dija Darkdija

Ode à Uzume

A arte da viajosidade presta a devida e merecida homenagem à deusa das artes cênicas nipônica e sua personificação paraibana.



À Naiara Cavalcanti e ao Coletivo Uzume de Teatro





Ode à Uzume



Uzume, meu lume

Em máscara de persona

Que age, que fala, que late

E morde o palco e o servo.



Uzume, ó lume.

Teu servo eterno, sim,

Sou e te sirvo

E tu me serves

E nos servindo em

banquete, banquete-

amo(s) arte.



Uzume, grande deusa

em persona aja e ruja

poesia, versos derramados

por corpo e máscara.



Uzume, musa do teatro mágico

Que retira a máscara do mundo

Com poema encenado e fantástico



Dija Darkdija

Presente de um amigo, Dija Darkdija para o Coletivo UZUME Teatro


A Arte da viajosidade, ainda nas bençãos da deusa das artes cênicas





Ao coletivo Uzume de Teatro



Rosmaminhos



"Rosmaninho.

Não te esqueças

Dessa fulô que seguro"

Rosa e ninho sem espinho,

para que tu não padeças

Para que nunca esqueça

Rós mas nin, sem espin

pra que não te aborreças

Minha flor, meu destino

"Rosmaninho

Não te esqueças.

Dessa fulô

Que seguro"

Que segura

Seguramos

Não esqueça

Rosmaninhos.



Dija Darkdija



P.S.: "Rosmaninhos" é uma peça do Coletivo Uzume de teatro, que estreará em breve. Assim que houve mais informações, serão divulgadas por aqui.

Pensando em você - mais uma vez -

         


                                                            Até o sol aparecer,
                                                            no meu horizonte florecer,
                                                            contra ou não, as regras do amor,
                                                            aqui estarei eu, te esperando.


 Aqui, neste ambiente "vazio", cadeiras brancas, surpreendentemente assustadoras, me assustam. Músicas que só me lembram você, sons externos, vozes, uma lágrima... será a luz do branco refletindo em meus senssíveis olhos? Será a falta de ter a solidão longe de mim?

 Meu corpo já está frio novamente. Ele reage como uma criança mimada. Lágrimas de sangue, fraquesa, inchassos, dores, vontades monstruosas.
 Ah meu sol! Vem logo esquentar meu pobre corpo frio. Ele treme na sua ausência, se contorce de raiva por vezes... ele me assusta (pra variar).
 Estou só. Minh'alma só grita por teu nome. Estou desesperadamente precisando de tudo teu. Quero mais que tudo te ter em meus braços, ou melhor!, estar em teus braços, próxima ao calor do teu corpo, próxima de tuas lindas e delicadas mãos.
A sala branca não está mais vazia. Isso é chato. Vento frio desgraçado, ainda mais vozes... ahhh!, gostaria de estar só. Ou não.
 Vem meu anjo, com teu corpo quente, me envolve inteira, me devora, cuida de mim, me ajuda.


                                                            Naiara Cavalcanti

quarta-feira, 13 de abril de 2011

DesabafoDesapegoDesejo

Descobri que devo dar mais valor a mim.
Idiota isso não?
Idiota ver isso depois de todo esse tempo só agora?
Se sinto-me largada a uma rotina só por já existir não devo ficar parada. Vou me machucar? Sim. Mas não vou insistir, não como eu venho feito. Ficarei no meu lugar, seguirei minhas novas regras e quem quizer que procure saber quais serão. Pois nem para isso eu servirei. Quer informações? Companhia? Carinho? Amor? Pergunte, peça, demonstre (e bem, para que eu entenda exatamente o que queres).
Já chega de mendigar por atenção. Já chega de só fussar. E quem me cutuca? Quem me pergunta? Quem me vasculha a alma em busca de detalhes? Quem me olha de todas as direções e níveis possíveis? Quem sonha comigo e por minha companhia? Que se preocupa comigo? (Estou exagerando, concordo, mas entenda, é a raiva momentânea que preciso por para fora senão vou explodir!)
Entendo a questão do tempo. Entendo questões financeiras. Entendo dores, amarguras, raivas, faltas. Faltas de tudo... por vezes até falta de vontades de vontades. Entendo tal sentimento de vazio, de não se amar, quem nunca não se amou? Entendo que quando sentimos isso precisamos ainda mais de amor, de atenção, de carinho, de conversa, de calor.
Poxa... eu não estou no melhor dos momentos também. Sinto-me tão desamada e entregue ao nada.
O que machuca mais meu pobre coração é estar tão entregue a algo e não sentir o mesmo de volta. Não sinto mais sua "entrega", sua vontade, seu desejo, seu amor. Só sinto que a rotina tomou conta do nosso sentimento e que nada mais é tão grande como antes.
Uma simples iniciativa. Um pegar na mão, uma conversa, uma surpresa, um sorisso. Nada mais... é como se isso houvesse desaparecido, sido largado em qualquer lugar a margem do nosso caminho. Do seu caminho.
Sinto falta de ousadias e iniciativas em tudo! Sinto falta dos detalhes. Dos olhares. De você antigo. De você no início. Do você pela qual me apaixonei. Do você que me fez acreditar que a você eu poderia me entregar sem medo. E vejam só, quando finalmente consegues isso, isso vindo de você paresse partir.
Tem de ser um por vez?
Preciso de mais de você. De muito mais.

Ah... só um desabafo pra ver se consigo trabalhar que preste. :p
Não é o local ideal pra se fazer isso mas tudo bem. ^^'
Voltarei agora ao trabalho. Ao que amo e não me deixa não mão. Ao que eu me entrego e sinto-me privilégiada. Ao que se entrega para mim a maneira e intensidade que vou me entregando. Ao que vem me fazendo feliz e ... não mais tão só. ARTE!
Teatro, dança, cultura, vida... isso é o que me importa no final das contas. A isso sei que posso confiar. Aprender. :)

Tenho de voltar ao trabalho, meus alunos me esperam. ;*